Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 17 de abril de 2018

Bispo que Pequim e o Vaticano querem remover sofre intimidações policiais

Mons Vincent Guo Xijin foi sequestrado pela polícia comunista em ato de intimidação e libertado com proibição de celebrar
Mons Vincent Guo Xijin foi sequestrado pela polícia comunista
em ato de intimidação e libertado com proibição de celebrar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O bispo de Mindong, Mons. Guo Xijin, 59, é um dos dois prelados “subterrâneos” — reconhecidos pela Santa Sé, mas não pelo governo comunista — que receberam pedido da Santa Sé para passar suas dioceses para bispos ilegítimos e até excomungados obedientes ao regime anticristão.

Uma delegação diplomática vaticana presidida por Mons. Claudio Maria Celli pediu ao bispo legítimo se por, na condição de bispo auxiliar, sob o mando do bispo ilegítimo e excomungado Zhan Silu, deputado do Partido Comunista.

A inédita capitulação seria parte inicial de um acordo histórico entre a Santa Sé e o comunismo chinês.

Posto contra a parede pelas autoridades vaticanas, Mons. Guo disse estar disposto a se submeter à vontade do Papa Francisco, mas pediu que a transferência fosse lhe proposta com um “documento autêntico verificável do Vaticano”, segundo informou o jornal “The New York Times”.

O pedido, aliás, tão razoável numa situação canônica em extremo complicada, parece ter caído mal no Vaticano e em Pequim.

Na presidência de Xi Jinping o regime vem demolindo as igrejas e os símbolos da Cruz pelo país todo, vendo nelas uma ameaça ao controle marxista.

A igreja católica dita “subterrânea” é especialmente odiada pelo socialismo. Já a chamada “igreja patriótica” criada pelo governo em 1957 com bispos sacrílegos infiéis é submissa ao Partido Comunista.

Esse quer que todo o clero fiel a Roma seja transferido por essa à direção “patriótica” marxista.

Mons. Guo é sucessor de Mons. Vincent Huang Shoucheng, um herói da fé que passou 35 anos nas prisões e campos de concentração.

Em 2017, Mons. Guo foi preso durante 20 dias para que não pudesse celebrar uma Missa para crismar crianças e neófitos.

Mons. Guo é sucessor de D.Vincent Huang Shoucheng, herói da fé que passou 35 anos nas prisões
Mons. Guo é sucessor de D.Vincent Huang Shoucheng,
herói da fé que passou 35 anos nas prisões. O regime comunista
proibiu que fosse enterrado com símbolos episcopais como mitra e báculo
e o povo os fez com flores como se pode ver na foto.
O pedido de Mons. Guo de se submeter à vontade do Papa Francisco, após comunicação da transferência da diocese feita em “documento autêntico verificável do Vaticano”, teve o efeito enlouquecedor da verdade sobre os artifícios insinceros.

E o corajoso bispo de Mindong foi sequestrado pela polícia na noite do dia 26. Os policiais também levaram preso o chanceler da diocese, o Pe. Xu, como informou a documentada agência “AsiaNews”.

No dia do aprisionamento, Mons. Guo foi convocado pelo Escritório de Assuntos Religiosos, onde discutiu com os funcionários socialistas durante pelo menos duas horas.

Ele teve tempo para fazer rapidamente uma mala e foi feito desaparecer pela polícia como no ano passado.

Os fiéis acham que o bispo foi sequestrado porque se negou a concelebrar as cerimônias da Semana Santa com o bispo ilícito, excomungado e cismático Zhan Silu.

Até Patrick Poon, responsável pela ONG esquerdista Amnesty International na China, mostrou seu espanto e exigiu que o governo chinês comunicasse com a maior urgência o paradeiro do bispo.

“É vergonhoso assediar um prelado e leva-lo preso sem razão legítima alguma. É uma violação evidente da liberdade religiosa”, disse ele à France Press.

O blog “Il sismógrafo” redigido na Secretaria de Estado da Santa Sé e caixa de ressonância habitual dos acordos com o regime comunista reproduziu a informação da agência France Press.

Mas acrescentou que consultado um porta-voz vaticano não identificado se recusou a fazer comentários, contrariamente à ONG não-religiosa mencionada.

A polícia local indagada pela agencia France Press, declarou não saber de nada. O mesmo fez o escritório provincial para as questões religiosas. Essa “ignorância” é de praxe nos “desaparecimentos” praticados pelas autoridades marxistas,.

Mas, após 24 horas de intimidante prisão, os eclesiásticos recuperaram a liberdade, por tempo indefinido. A violência foi praticada enquanto progridem as negociações sino-vaticanas, noticiou “La Nación”.

A polícia, entretanto, proibiu a Mons. Guo celebrar qualquer missa como bispo, completou “AsiaNews”. A Ostpolitik vaticana ficou em embaraçosa e inexplicável posição.

Achinesar a Igreja é submete-la ao governo marxista. Bispos excomungados são até deputados do Partido Comunista.
Achinesar a Igreja é submete-la ao governo marxista.
Bispos excomungados são até deputados do Partido Comunista.
No mesmo mês de março, acrescentou a agência, Mons. Giulio Jia Zhiguo, bispo legítimo (“subterrâneo”) de Zhengding (Hebei), foi sequestrado pela polícia comunista nos dias 6 e 7.

A repressão visou impedir com ameaças que o prelado divulgasse algum comentário sobre os “diálogos” entre a China e o Vaticano entre os jornalistas estrangeiros presentes em Pequim para acompanhar as reuniões da Assembleia Nacional do Povo, órgão máximo do PC chinês.

Nos mesmos dias, sacerdotes católicos “não oficiais” de Heilongjiang, e o administrador apostólico de Harbin, Mons. Giuseppe Zhao, ficaram retidos nas delegacias para não terem contatos com os jornalistas.

Simultaneamente a ditos fatos, o jornal francês “La Croix” ligado ao episcopado francês, anunciou que o Vaticano aguardava para esta semana uma delegação chinesa.

Segundo o Cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong, o objetivo da viagem seria a assinatura do acordo histórico do Vaticano com a ditadura marxista. A informação não foi confirmada pelo Vaticano e oficialmente nada foi confirmado.

Teria sido simbólico que tal acordo tivesse sido assinado na Semana Santa, quando a liturgia da Igreja lembra o dia em que Judas negociou a venda de Jesus (quarta-feira santa) e o dia em que o entregou aos enviados dos sacerdotes para ser morto (quinta-feira santa).

Felizmente, o acordo não foi assinado nessa semana e parece encontrar dificuldades de concretização. Porém, o monstro comunista espreita.

terça-feira, 10 de abril de 2018

A producao em laboratorio do homem perfeitamente igualitário e o reinado de Satanás

Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Macacos de laboratório Zhong Zhong e Hua Hua
pensando no homem planificado exatamente igual pela ditadura marxista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Instituto de Neurociências de Xangai (China) procedeu a clonar dois primatas numa primeira experiência para aplicar a técnica na produção de seres humanos visando um futuro em que a Humanidade estaria composta de seres inteiramente iguais programados segundo as conveniências materiais do Partido Comunista.

No caso, o experimento foi feito com macacos-de-cauda-longa que receberam os nomes repetitivos de Zhong Zhong e Hua Hua por serem geneticamente idênticos. Os nomes significam em mandarim ‘nação’ e ‘pessoa’, segundo a BBC.

Os cientistas responsáveis publicaram seu trabalho na revista Cell, e alegaram visar o estudo de doenças e o desenvolvimento de novos remédios. Porém, foram alvo da fúria de instituições que condenam experimentos de clonagem, segundo “The Guardian” de Londres

Até uma ONG Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (Peta), que milita no extremismo ecologista divulgou protesto classificando a clonagem como uma “ciência Frankenstein”.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Vaticano tenta entregar diocese regada pelo sangue dos mártires

Na gruta refúgio do bispo São Pedro de Sanz y Jordá, mártir, onde brota água milagrosa.
Na gruta refúgio do bispo São Pedro de Sanz y Jordá, mártir, onde brota água milagrosa.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A diocese de Mindong, uma das escolhidas por Pequim e o Vaticano para dar início concreto ao acordo para “achinesar” a Igreja Católica está regada com sangue de mártires, descreve uma tocante reportagem do jornal de Madri “El Mundo”.

Os mais recentes foram vítimas do comunismo com que a Ostpolitik troca sorrisos e promessas falaciosas. Mas outros surgem hoje do fundo de séculos heroicos de evangelização em que a verdade de Cristo era pregada sem conchavos com os inimigos de Cristo e sem medo de sofrer a prisão, a tortura ou a morte.

Os peregrinos atravessam quase de quatro a pequena entrada da gruta onde o missionário dominicano espanhol São Pedro de Sanz y Jordá, lembrado como o “bispo Bai” foi conduzido por um pombo para ali estabelecer seu refúgio.

O sendeiro até o local serpeia entre morros e atravessa uma Via Sacra cheia de cruzes criada há mais de uma década quando as autoridades que agora dialogam com a diplomacia da Santa Sé “ameaçaram destruir todas elas”, segundo narra um religioso que no quer ser identificado pelos algozes comunistas.

“Aqui não somos da igreja patriótica, mas da autêntica, a que segue ao Papa”, esclarece o sacerdote.

Igreja católica em Lankou, na costa, diocese de Mindong, no sul da China
Igreja católica em Lankou, na costa, diocese de Mindong, no sul da China
Os fiéis esconderam as 14 estações com tijolos e cimento até que perceberam que as autoridades marxistas perderam o interesse em demoli-las.

Então afixaram sobre cada um desses montículos uma imagem impressa de cada estação piedosa com Jesus carregando a Cruz.

Na primeira estação há três cruzes de madeira a disposição do romeiro que queira carregar uma até a “cova de Bai”, imitando Jesus em sua Via Dolorosa.

Todo domingo, dezenas de fiéis perfazem a Via Sacra, em geral em grupos. Precisam fazer fila para entrar na gruta.

Nela lavam os pés e enchem garrafas com água de uma fonte natural. Eles garantem que é milagrosa.

“Minha família é católica há cinco gerações. Nós vimos uma vez por ano. É tradição desta região”, diz Fan Wenda, agricultor de 77 anos que recita sistematicamente o terço junto com todos.

O bispo Sanz y Jordá acabou cativo durante terrível perseguicao pagã contra os missionários no século XVIII.

Em Shangwan a gruta do padre Miao Zishan,
martirizado pelos comunistas na Revolução Cultural (1966-1976)
Foi encarcerado pelos soldados do imperador Qianlong e decapitado em 1747. O mesmo destino providencial foi concedido a mais quatro missionários dominicanos espanhóis no ano seguinte.

Esse sangue derramado comprou a implantação do catolicismo em Mindong, na província sulista de Fujian, um dos redutos mais antigos da fé católica no continente chinês.

Os religiosos usavam como base de suas incursões apostólicas as posses espanholas na vizinha Ilha Formosa – agora Taiwan.

Foi assim que o catolicismo em Mindong ganhou especial simbolismo para o Vaticano.

É a diocese onde nasceu o primeiro sacerdote católico chinês; onde se estabeleceu o primeiro bispo no imenso império, até que por fim virou um dos redutos mais firmes da Fé católica.

“A pressão do Estado ia e vinha, mas as comunidades religiosas deitavam sólidas raízes na areia local”, explica Eugenio Menegon, autor de livro sobre as origens do catolicismo em Mindong.

A perseguição pagã imperial foi substituída pela pressão dos nacionalistas de Chiang Kai-Shek até que o comunismo maoista montou as piores técnicas de difamação e violência contra os missionários e os cristãos.

O bispo missionário São Pedro de Sanz y Jordá não se dobrou diante das promessas e ameaças do imperador. Hoje é venerado pelo povo de Mindong.
O bispo missionário São Pedro de Sanz y Jordá
não se dobrou diante das promessas e ameaças do imperador.
Hoje é venerado pelo povo de Mindong.
“Diziam que os missionários e as freiras assassinavam as crianças nos orfanatos para lhes tirar os órgãos”, acrescenta Menegon.

Esse crime hoje é praticado sistematicamente pelo sistema comunista e não o é secreto para o Vaticano que recebe seus fautores em dissimulados encontros.

O catolicismo é divino na sua fonte e sobreviveu a todos os satânicos embates comunistas.

Mas agora enfrenta um perigo nunca antes imaginado: o conchavo do Vaticano e de Pequim que lhes obrigaria por um pacto a abandonar a religião de seus martirizados antepassados e se submeter à espúria Associação Patriótica de Católicos Chineses (CCPA), mera criação do governo comunista em 1957.

O iníquo pacto, segundo sites católicos especializados como UcaNews, incluiria o reconhecimento por parte do Vaticano de sete bispos ilegais da CCPA, vários deles excomungados.

Os bispos leais ao Pontífice – um deles é o de Mindong – seriam substituídos pelos fantoches de Pequim.

O governo marxista promete aprovar dezenas de bispos fiéis que pertencem à “igreja subterrânea” e que não aceitam o comando socialista.

Em Luojiang, onde fica a catedral de Nossa Senhora do Rosário, sede do bispo de Mindong, Mons. Guo Xijin, a notícia causou estupor.

“Não estamos de acordo com essa decisão. Se o bispo deve ceder seu posto à igreja patriótica, seremos controlados pelo Partido Comunista”, reconhece Luo, proprietário de uma loja perto da catedral.

Dos 80.000 católicos de Mindong, por volta de 70.000 se declaram membros da “igreja autêntica” pastoreada pelo bispo Guo. O resto aderiu à CCPA.

Os católicos “autênticos” ou “subterrâneos” estão longe de se ocultarem.

Os católicos de Mindong não têm medo de ostentar seu catolicismo.
Os católicos de Mindong não têm medo de ostentar seu catolicismo.
Eles pintam as portas de suas casas com cruzes vermelhas e mensagens em caracteres chineses dizendo “Deus está conosco” ou “Deus nos abençoa com sua paz”.

“Não à igreja patriótica!”

O pequeno restaurante da senhora Chang está decorado com imagens de Jesus nas paredes. E isso se pode ver em muitos locais.

A cozinheira lembra que nos anos 80, a CCPA “enviou um bispo patriótico para celebrar a Missa e os fiéis o puseram para fora”.

“Não à igreja patriótica!”, exclama ela. E suas palavras são ecoadas por muitos dos presentes nos mesmos termos.

“Vivemos numa ditadura”, garante outro católico. O bispo Guo aceitará qualquer decisão do Pontífice “se a vemos por escrito e com o selo oficial”, esclarece um clérigo da catedral.

Nem o Sinédrio, nem Judas Iscariotes ousaram deixar seu pacto por escrito.

Cena de um 'processo popular comunista'
na Revolução Cultural. Por ele passou o Pe Miao Zishan
Na diocese há outro santuário também numa gruta. É o do Pe. Miao Zishan e fica na aldeia de Shangwan.

O sacerdote foi martirizado em 1968 e o povo conserva seu nome com uma aureola de santidade como a que acompanha a São Pedro de Sanz y Jordá.

Para eles também é um “mártir” e a terra da gruta faz milagres para a saúde.

O sacerdote Miao Zishan foi encarcerado e torturado pelos acólitos do maoísmo que hoje estreitam as mãos da Ostpolitik vaticana.

Ele foi “preso numa jaula” e condenado a prisão perpetua. “Foi acusado em ato público diante de 10.000 pessoas. Só foi liberado quando estava terminal”, relata um residente de Shangwan.

Após Mao a perseguição não parou.

“Nos anos 90, o governo destruiu muitas igrejas. A da minha aldeia (Baihu) se salvou porque a transformamos em casa de retiro.

“Nunca esquecerei que quando era criança vi prender um sacerdote”, rememora.

Mons. Vicente Huang Shoucheng, anterior bispo de Mindong passou 35 anos em prisões e campos de trabalho comunistas. Seu enterro foi apoteótico e os comunistas ficaram impotentes
Mons. Vicente Huang Shoucheng, anterior bispo de Mindong
passou 35 anos em prisões e campos de trabalho comunistas.
Seu enterro foi apoteótico e os comunistas ficaram impotentes
O próprio Mons. Guo Xijin substituiu ao defunto bispo Mons. Vicente Huang Shoucheng, que passou 35 anos recluído em prisões e campos de trabalho comunistas.

Veja mais em: Ante a proibição de enterrar o Bispo com sua mitra, fiéis o coroam com uma mitra de flores


A irmã Lin, freira do povoado de Saiqi denuncia que as restrições do governo prosseguem muito numerosas.

“Põem-te obstáculos na hora de renovar as igrejas ou de construí-las. Na aldeia de Qitou derrubamos a velha igreja para fazer uma nova e nos negaram a licença.

“Temos que rezar sobre os fundamentos. O mesmo aconteceu em Xiapu”.

Os fiéis se mostram submissos aos desígnios papais, mas na sua maioria estão “abalados, tristes e deprimidos”, segundo Ren Yanli, investigador da Academia de Ciências Sociais da China.

“Preocupa-nos ver que a autenticidade da fé está sendo danificada”, admite Lin, a freira de Saiqi.

“Rezem por nós”, implora antes de se despedir.

Quem no Vaticano ou na CNBB está rezando por esses pobres católicos, acossados injustamente, traídos pelos maus pastores, mas abençoados pelo Juiz supremo e Pastor dos pastores, Nosso Senhor Jesus Cristo?


terça-feira, 27 de março de 2018

Fugitivos da Coreia do Norte
consumidos por parasitas e doenças

Soldado foge da Coreia do Norte. Foi ferido mas levava inúmeras doenças generalizadas no país
Soldado foge da Coreia do Norte. Foi ferido mas levava inúmeras doenças generalizadas no país.
Luis Dufaur
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Quando o Natal de 2017 se aproximava, houve duas fugas espetaculares de soldados da Coreia do Norte comunista para a Coreia do Sul livre.

Na fronteira terrestre mais fortemente vigiada um soldado desafiou a morte sob uma chuva de balas que o feriu gravemente, mas conseguiu fugir para a liberdade, informou “El Mundo” de Madri.

Seu corpo quase exangue foi recuperado sob uma espessa névoa por soldados sul-coreanos. Estes dispararam 20 rajadas de metralhadora, como advertência aos soldados comunistas que ameaçavam invadir o território para recuperar ou suprimir o fugitivo.

Desde que o ditador marxista Kim Jong-un herdou o poder em 2011, na vigiadíssima fronteira só houve cinco fugas de militares.

Em novembro, o militar Oh Chong-song [nome fictício para não comprometer sua família] protagonizou uma espetacular fuga na Zona de Segurança Conjunta (JSA) de Panmunjom, jogando seu jipe a toda velocidade contra o controle comunista.

quarta-feira, 21 de março de 2018

600 milhões de câmeras e um controle
que parece pesadelo do Apocalipse

Policial com óculos de reconhecimento facial na estação ferroviária de Zhengzhou.
Policial com óculos de reconhecimento facial na estação ferroviária de Zhengzhu.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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600 milhões de câmeras ligadas a supercomputadores com tecnologia de reconhecimento facial são as pilastras de um plano ironicamente qualificado de 'crédito social’, com o qual a ditadura de Pequim elaborará o 'carnê do bom cidadão' e identificará os sinais de mal-estar com o regime comunista a partir de 2020, escreveu “El Mundo” de Madri.

Já funcionam câmeras capazes de identificar 200 pessoas por minuto, reconhecer o ‘criminoso’ e passar sua posição à polícia. O sistema chinês cruzará os dados com a atividade econômica do ‘suspeito’, num sistema de controle sem precedentes.

O sistema não é só da China. No Ocidente, câmeras de vigilância identificam o rosto dos visitantes saindo do elevador e lhes abrem ou fecham portas sem necessidade de chaves ou códigos de acesso.

Em Pequim, a apresentação do sistema em tempo real focou uma multidão desembarcando na estação de trem de Hangzhou, no sul do país. O computador atribuía um número a cada rosto, enquanto reconhecia a sua identidade.

Segundo os jornais “The Paper” e “O Quotidiano do Povo”, citados por “Libération” de Paris, na estação de Zhengzhou, o maior entroncamento ferroviário do pais, a polícia testou os primeiros óculos de reconhecimento facial.

segunda-feira, 19 de março de 2018

“Barcos fantasmas” norte-coreanos
lotados de cadáveres

Barcos fantasmas nortecoreanos chegam ao Japão com lúgubres cargamentos
Barcos fantasmas nortecoreanos chegam ao Japão com lúgubres cargamentos
Luis Dufaur
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A corrente marítima de Tsushima está trazendo carregamentos sombrios para as praias do Japão: dezenas de “barcos fantasma” norte-coreanos à deriva, muitas vezes cheios de cadáveres, informou “El Mundo” de Madri.

O número dessas decrépitas embarcações vem aumentando continuamente e seu mistério está sendo desvendado com os testemunhos de dez marinheiros excepcionalmente vivos a bordo, como aconteceu no fim do ano passado.

Numa rudimentar nau de madeira, boiando sem rumo diante da costa da cidade de Oga, os guarda-costas nipônicos encontraram horrorizados oito cadáveres, alguns deles reduzidos a ossos. Experiências anteriores apontavam que partiram da Coreia do Norte.

No mesmo fim de semana foram encontrados mais dois corpos em avançado estado de decomposição. Nos restos de um bote encontrado na ilha japonesa de Sado havia caixas de cigarro norte-coreano e um salva-vidas com inscrições no alfabeto coreano.

No Japão sabe-se que os pescadores norte-coreanos têm cotas impostas pela ditadura que os obriga a ir além de suas possibilidades, esgotando os cardumes e a gasolina dos botes.

Em 2017, centenas dessas naus pesqueiras em péssimo estado foram detectadas pescando ilegalmente na zona econômica exclusiva nipônica do Mar do Japão. Nos últimos meses, a guarda costeira japonesa advertiu quase 2.000 naves norte-coreanas.

Os pesqueiros não têm equipamento para pedir socorro e lhes falta combustível para ir tão longe e regressar.

domingo, 11 de março de 2018

Frutos do “diálogo” Pequim-Vaticano:
em Xinjiang destroem cruzes, torres e imagens

Antes e depois a igreja de Xinjiang
profanada pelo comunismo
em 'diálogo' com a diplomacia vaticana.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O diálogo entre a diplomacia vaticana e o regime comunista chinês, ou Ostpolitik, já produz seus frutos antes mesmo de ser oficialmente anunciado.

Agentes do governo arrancaram da pobre mas digna igreja de Yining, no Xinjiang, as cruzes das cúpulas das torres e do tímpano, destruíram com furor iconoclasta os ornamentos externos e suprimiram a Via Sacra do interior do templo, segundo escreveu o Pe. Bernardo Cervellera, em AsiaNews, do Pontifício Instituto das Missões Exteriores.

O mesmo atentado foi praticado contra as igrejas de Manas e Hutubi.

Para o Partido Comunista da China, agora em aberta confluência com a diplomacia vaticana, a cruz representa “uma infiltração religiosa proveniente do exterior”.

“É uma nova Revolução Cultural” é o comentário generalizado nas redes sociais vendo a fotografia da igreja de Yining (Xinjiang) despojada violentamente de suas cruzes e das imagens de santos que enfeitavam a parte superior além dos relevos e pinturas que ornavam a fachada.

A color, o movimento e a leveza das cúpulas e das decorações nos muros exteriores, das cruzes coroando o prédio eram fruto de uma fé nascente com fervor numa região central da Ásia bafejada pelo Espírito Santo.

Tudo foi destruído por ordem do governo executada entre 27 e 28 de fevereiro (2018) poucas semanas após o encontro das delegações chinesa e vaticana que preparam um “histórico” acordo para a nomeação dos bispos na Igreja Católica pelo regime anticristão.

Yining se encontra no oeste a 700 km da principal cidade de Xinjiang, Urumqi, e tem uma comunidade católica de algumas centenas de fiéis.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Perseguição e guerra à Igreja na China:
a Ostpolitik bem conhece, mas finge desconhecer

Stalin e seu funcionário Mao Tsé Tung, pai do comunismo chinês
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O artigo que segue é antigo, mas o tema é atualíssimo em face do recrudescimento das perseguições aos católicos chineses que resistem às imposições ditatoriais do governo de Pequim, assim como resistem à atual política de aproximação do Vaticano com o regime comunista — como tem denunciado o Cardeal Joseph Zen Ze-kiun.

Comunismo na China:

“Infiltrar todas as instituições da Igreja”


Sergio Brotero Lefevre,
Catolicismo, N° 92, agosto/1958
in ABIM, 2.3.2018.

O triunfo da revolução bolchevista na Rússia, em 1917, marcou o início de um novo período da história contemporânea. Da história não só daquele país, mas de toda a humanidade, e especialmente da Igreja Católica.

Vitoriosos, os chefes soviéticos adotaram, desde logo, uma posição nitidamente contraria a toda e qualquer religião, procurando difundir o ateísmo e o materialismo por todos os meios a seu alcance, e principalmente pela força da ditadura que acabavam de impor ao povo russo.

A Igreja foi sendo obrigada a arrostar, nas mais diversas frentes, um novo adversário, que se mostrava ao mesmo tempo brutal e cheio de artimanhas.

Nunca, em seus dois mil anos de existência, teve o Catolicismo que lutar com um inimigo tão ardiloso e dotado de tal poder.

Veremos, neste artigo, o que foi e o que está sendo a guerra do comunismo contra a Igreja na China, talvez a mais diabolicamente inteligente que sofre a Esposa de Cristo no atual momento.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Apoio a nossos irmãos católicos perseguidos na China




Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – IPCO





Eminentíssimo Senhor

Cardeal Joseph Zen Ze-kiun

Hong Kong – China

Eminência Reverendíssima

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, associação cívica continuadora da obra do insigne professor cujo nome ostenta, e associações autônomas e coirmãs nos cinco continentes, dedicam-se a defender os valores fundamentais da Civilização Cristã.

Seus diretores, membros e simpatizantes são católicos apostólicos romanos que combatem as investidas do comunismo e do socialismo.

A posição fundamentalmente anticomunista que resulta das convicções católicas dos membros de nossas organizações ficou revigorada pela heroica resistência da “Igreja clandestina” chinesa fiel a Roma.

Seus bispos, sacerdotes e milhões de católicos recusam a se submeter à assim chamada Igreja Patriótica, cismática em relação a Roma e inteiramente submissa ao poder central de Pequim.

“Bem-aventurados os que são perseguidos por amor à justiça, porque deles é o Reino dos céus!” (Mat. 5, 10);

“se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia” (Jo. 15, 18-19).

Essas divinas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo exprimem nossa admiração à única Igreja Católica na China, hoje sob a bota comunista, e que tem em Vossa Eminência um egrégio membro e porta-voz.

Prof. Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995),
fundador da Sociedade Brasileira de Defesa
da Tradição, Família e Propriedade, e
inspirador de TFPs e entidades afins nos diversos continentes.
Vemos nesses católicos perseguidos outros tantos irmãos na Fé aos quais foi dirigida a Declaração de Resistência publicada pelo eminente líder católico brasileiro Prof. Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995), fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, e inspirador de TFPs e entidades afins nos diversos continentes.

O documento (que vai em anexo) é intitulado A política de distensão do Vaticano com os governos comunistas — Para a TFP: omitir-se? Ou resistir?

Como Vossa Eminência poderá ver nessa Declaração, datada de 1974, a diplomacia vaticana na Europa do Leste e na América Latina buscava uma ardilosa política de aproximação com os regimes comunistas gravemente danosa para os verdadeiros católicos, a qual resultaria na submissão da Santa Igreja Católica aos déspotas vermelhos.

No dia 7 de abril de 1974, a imprensa da maior cidade da América do Sul (cfr. “O Estado de S. Paulo”) ecoou uma entrevista de Mons. Agostino Casaroli asseverando que na infeliz ilha de Cuba, oprimida pelo comunismo fidelcastrista, “os católicos são felizes dentro do regime socialista”.

E continuava Mons. Casaroli: “A Igreja Católica cubana e seu guia espiritual procuram sempre não criar nenhum problema para o regime socialista que governa a ilha”.

Essas declarações do alto enviado vaticano — que coincidiam com posicionamentos de outros Prelados colaboracionistas do comunismo — provocavam surpresas dolorosas e traumas morais nos católicos que seguiam a imutável doutrina social e econômica ensinada por Leão XIII, Pio XI e Pio XII.

Esta Ostpolitik, como ficou conhecida, era fonte de perplexidades e angústias, e suscitava no mais íntimo de muitas almas o mais pungente dos dramas.

Pois, muito acima das questões sociais e econômicas, atingiam o que há de mais fundamental, vivo e terno na alma de um católico apostólico romano: sua vinculação espiritual com o Vigário de Jesus Cristo.

A diplomacia de distensão do Vaticano com os governos comunistas levantava uma dúvida supremamente embaraçosa: é lícito aos católicos não caminharem na direção apontada pela Santa Sé? É lícito cessar a resistência ao comunismo?

Neste momento, encontramo-nos em situação análoga, porém ainda mais perigosa, com a política vaticana em relação à chamada Igreja Patriótica submissa a Pequim.

Com efeito, causou pasmo no mundo católico a noticia da visita à China de uma delegação vaticana liderada pelo arcebispo Claudio Maria Celli, quem em nome do Papa Francisco pediu aos legítimos pastores das dioceses de Shantou e Mindong que entregassem suas dioceses e seus rebanhos a bispos ilegítimos nomeados pelo governo comunista e rompidos com a Santa Sé.

Chegaram como aterradora e amplificada repetição das declarações de Mons. Casaroli em Cuba as palavras de Mons. Marcelo Sánchez Sorondo, Chanceler da Pontifícia Academia das Ciências e da Academia Pontifícia das Ciências Sociais, conhecido como conselheiro próximo do Santo Padre.

Mons. Sánchez Sorondo: “os que melhor praticam a doutrina social da Igreja são os chineses“
Mons. Sánchez Sorondo: “os que melhor
praticam a doutrina social da Igreja são os chineses“
Segundo o jornal “La Stampa” de Turim do dia 2 de fevereiro, declarou ele: “Neste momento, os que melhor praticam a doutrina social da Igreja são os chineses [...]. Os chineses procuram o bem comum, subordinam as coisas ao bem geral“.

Após visitar o país esmagado por uma ditadura ainda mais inclemente do que a cubana, Mons. Sánchez Sorondo, ainda à maneira de Mons. Casaroli, declarou:

“Encontrei uma China extraordinária; o que as pessoas não sabem é que o principio central chinês é trabalho, trabalho, trabalho. Não tem favelas, não tem drogas, os jovens não tem droga [...] [A China] está defendendo a dignidade da pessoa [...]”.

Nem uma só palavra sobre a perseguição religiosa que o comunismo inflige aos nossos irmãos na Fé – bispos, padres e fiéis prisioneiros –, nem à violação sistemática e universal dos direitos fundamentais do homem criado à imagem e semelhança de Deus.

As controvertidas e falsas afirmações deste alto prelado vaticano vão muito além das próprias declarações de Mons. Casaroli em Cuba no remoto ano de 1974 e ferem muito mais a reta consciência cristã.

O drama da atual situação dos católicos chineses é o de todos os fiéis que desejam perseverar diante do Leviatã comunista.

Ontem como hoje, pressionados pela diplomacia da Santa Sé para aceitarem um acordo iníquo com o regime comunista, enfrentam um gravíssimo problema de consciência: é lícito dizer não à Ostpolitik vaticana e continuar resistindo ao comunismo até o martírio se necessário for?

Na referida Declaração de Resistência, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira afirmava (sem ter recebido nenhuma objeção de Paulo VI ou de seus sucessores) que aos católicos é não somente lícito, mas até um dever imitar a atitude de resistência do Apóstolo São Paulo em face de São Pedro, o primeiro Papa:

“Tendo o primeiro Papa, São Pedro, tomado medidas disciplinares referentes à permanência no culto católico de práticas remanescentes da antiga Sinagoga, São Paulo viu nisto um grave risco de confusão doutrinária e de prejuízo para os fiéis. Levantou-se então e ´resistiu em face´ a São Pedro (Gal. II,11).

“Este não viu, no lance fogoso e inspirado do Apóstolo das Gentes, um ato de rebeldia, mas de união e amor fraterno. E, sabendo bem no que era infalível e no que não era, cedeu ante os argumentos de São Paulo.

“Os Santos são modelos dos católicos. No sentido em que São Paulo resistiu, nosso estado é de resistência.

O prof. Plinio recebe na sede da TFP em São Paulo a visita de Mons. Josef Slipyj, arcebispo mor do rito greco-católico ucraniano, herói da resistência contra o comunismo.
O prof. Plinio recebe na sede da TFP em São Paulo a visita de Mons. Josef Slipyj,
arcebispo mor do rito greco-católico ucraniano, herói da resistência contra o comunismo.
"Resistir significa que aconselharemos os católicos a que continuem a lutar contra a doutrina comunista com todos os recursos lícitos, em defesa da Pátria e da Civilização Cristã ameaçadas.

"Resistir significa que jamais empregaremos os recursos indignos da contestação, e menos ainda tomaremos atitudes que em qualquer ponto discrepem da veneração e da obediência que se deve ao Sumo Pontífice, nos termos do Direito Canônico.

"A Igreja não é, a Igreja nunca foi, a Igreja jamais será um cárcere para as consciências.

“O vínculo da obediência ao Sucessor de Pedro, que jamais romperemos, que amamos com o mais profundo de nossa alma, ao qual tributamos o melhor de nosso amor, esse vínculo nós o osculamos no momento mesmo em que, triturados pela dor, afirmamos a nossa posição.

“E de joelhos, fitando com veneração a figura de S.S. o Papa Paulo VI, nós lhe manifestamos toda a nossa fidelidade.

“Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores:

“Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes. Só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe. A isto nossa consciência se opõe”.

Ainda nos anos 70, tivemos a alegria de constatar, na gloriosa fileira do episcopado chinês, a resistência destemida do ilustre conterrâneo de Vossa Eminência, o Emmo. Cardeal Paul Yü Pin, então Arcebispo de Nanquim e Reitor da Universidade Católica de Taipé, Formosa (cfr. “The Herald of Freedom” de 15/2/74, em despacho da Religious News Service).

Declarou o Purpurado à citada agência (como hoje ratifica Vossa Eminência), que seria uma ilusão esperar que a China comunista modifique sua política antirreligiosa.

Cardeal Paul Yü Pin (1901 - 1978), arcebispo de Nanquim
Cardeal Paul Yü Pin (1901 - 1978),
arcebispo de Nanquim
Corrobora tal assertiva o próprio presidente Xi Jinping, o qual acentuou no XIX Congresso do PC que “a cultura [...] deve ser aproveitada para a causa do socialismo de acordo com a orientação do marxismo”; e que por causa disso a religião deve ter uma “orientação chinesa” e adaptar-se à sociedade socialista guiada pelo partido ("The Washington Post", 18/10/2017).

Voltando ao Cardeal Yu Pin, há quarenta anos ele acrescentou:

“Queremos permanecer fiéis aos valores perenes da justiça internacional [...].

“O Vaticano pode agir de modo diverso, porém não nos comoveríamos muito com isso. Penso que é ilusória a esperança de que um diálogo com Pequim ajudaria os cristãos do continente [chinês]. [...]

“O Vaticano nada está obtendo para os cristãos da Europa Oriental. [...] Se o Vaticano não pode proteger a Religião, ele não tem muita razão para continuar no assunto. [...]

“Queremos permanecer fiéis ao nosso mandato, mas somos vítimas da repressão comunista. Sob tal aproximação [do Vaticano com a China comunista], nós perderíamos a nossa liberdade. Como chineses, temos que lutar por nossa liberdade”.

A essas lúcidas e vigorosas observações, que lembram a “resistência em face” de São Paulo a São Pedro (Gálatas II, 11), o Prelado acrescentou esta emocionante previsão:

“Há uma Igreja subterrânea na China. A Igreja na China sobreviverá, como os primeiros cristãos sobreviveram nas catacumbas. E isso poderia significar um verdadeiro renascimento cristão para os chineses.”

Assim sendo, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e associações autônomas e coirmãs de todo o mundo, bem como os milhares de católicos que juntam suas assinaturas a esta mensagem de apoio moral:

Cristãos tentam impedir que agentes comunistas destruam a Cruz
Cristãos tentam impedir que agentes comunistas destruam a Cruz
  • Manifestam a Vossa Eminência, a toda a hierarquia, clero e povo católico da China, sua admiração e sua solidariedade moral, nesta hora em que urge erguer a resistência ante o Moloch comunista e a Ostpolitik vaticana. Os bispos e sacerdotes da perseguida Igreja clandestina na China que ora resistem, estão sendo para o mundo inteiro um símbolo vivo do “bom pastor que dá sua vida pelas ovelhas”.
     
  • Afirmam que haurem alento, força e esperança invencível do épico exemplo dos atuais mártires que perseveram na China. Nossas almas católicas aclamam estas nobres vítimas: “Tu gloria Jerusalem, tu laetitia Israel, tu honorificentia populi nostri” (Judith 15,10). Esses mártires constituem a glória da Igreja, a alegria dos fiéis, a honra dos que continuam a luta sacrossanta.
     
  • Elevam suas preces a Nossa Senhora Imperatriz da China, para que com desvelo de Mãe socorra e dê ânimo aos seus filhos que lutam para se manterem fiéis apesar de circunstâncias tão cruelmente hostis.

São Paulo 25 de fevereiro de 2018

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Por que o Papa Francisco se ajoelha ante Pequim?
Por que abandona os oprimidos que dizia defender?

Execuções na China. Muitos mártires católicos passaram por momentos como estes
Execuções na China. Muitos mártires católicos passaram por momentos como estes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs





Enquanto Dom Zhuang, bispo de Shantou (Guangdong), no sul do país, era extorquido policiescamente no frio de Pequim, a delegação do Vaticano em conúbio com as autoridades marxistas se moveu para a província de Fujian, no sul do país.

Lá tentou extorquir d o bispo diocesano de Mindong uma renúncia que permitisse a ocupação da diocese por Mons. Vicente Zhan Silu, um dos sete bispos ilícitos excomungados pela Santa Sé.

Os representantes vaticanos intimaram Mons. José Guo Xijin, a se tornar auxiliar ou coadjutor do bispo ilícito.

A medida afina com o projeto do ditador Xi Jingping: “achinesar” a Igreja chinesa independizando-a de Roma e submetendo-a às políticas socialistas ditadas pela liderança marxista do Partido Comunista.

O presidente marxista pôs isso bem claro no XIX Congresso do PC em outubro de 2017: “a cultura (...) deve ser aproveitada para a causa do socialismo de acordo com a orientação do marxismo”. Acrescentando que por causa disso a religião deve ter uma “orientação chinesa” e se adaptar à sociedade socialista guiada pelo partido. (The Washington Post, 18.10.2017).

O bispo Guo passou quase um mês em detenção antes da Semana Santa de 2017. De acordo com AsiaNews, na prisão os agentes do governo apresentaram ao bispo resistente um documento a assinar. Segundo esse, ele aceitaria “voluntariamente” ser reduzido a bispo coadjutor.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Enviados vaticanos pedem a bispos legítimos passarem a diocese para ilegítimos filo-comunistas

Mons Pedro Zhuang Jianjian, bispo de Shantou, está sob chantagem do regime comunista e dos enviados vaticanos para entregar a diocese a bispo ilícito
Mons Pedro Zhuang Jianjian, bispo de Shantou,
está sob chantagem do regime comunista e dos enviados vaticanos
para entregar a diocese a bispo ilícito
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Entre 18 a 22 de dezembro, Dom Pedro Zhuang Jianjian de Shantou (Guangdong) foi retirado de sua diocese, no sul do país, e escoltado até Pequim.

A escolta policialesca devia conduzi-lo até representantes categorizados do governo central e com uma delegação “estrangeira”, evidentemente do Vaticano.

Ele só foi informado de que “um prelado estrangeiro” o aguardava. Tratava-se de um representante da diplomacia vaticana.

Esse lhe pediu para entregar a sé episcopal ao bispo ilícito José Huang Bingzhang, noticiou a bem informada agência AsiaNews.

Foi a segunda vez em três meses que a Santa Sé lhe pediu a demissão do bispo Zhuang.

Com efeito, em carta de 26 de outubro, Dom Zhuang, 88, fora convidado pela Santa Sé a se demitir e entregar a diocese a um bispo excomungado, que a diplomacia vaticana – a Ostpolitik – está prestes a reconhecer.

Uma fonte igreja de Guangdong, que pediu para permanecer no anonimato, contou a AsiaNews: “Dom Zhuang recusou-se a obedecer e declarou: 'aceito levar a cruz por desobedecer'”.

O bispo resistente foi ordenado secretamente em 2006, com a aprovação do Vaticano.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Cardeal Zen: “Sim, absolutamente,
o Vaticano está vendendo a Igreja Católica na China”

Francisco I e Xi Jinping Ostpolitik vaticana não quer um 'novo Mindszenty' na China comunista
Francisco I e Xi Jinping Ostpolitik vaticana
não quer um 'novo Mindszenty' na China comunista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Card. Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong Kong, divulgou em carta de 29 de janeiro (2018) publicada por AsiaNews esclarecimentos sobre os dramáticos e inacreditáveis desdobramentos da conjunção da política vaticana com a repressão religiosa comunista na China.

Ele fez notar em primeiro lugar que os representantes vaticanos querem obrigar a bispos legítimos a entregar suas dioceses a bispos ilegítimos, um deles excomungado, todos eles bonecos do Partido Comunista.

O Cardeal escreveu: “reconheço que eu sou pessimista sobre a situação atual da Igreja na China, mas meu pessimismo se baseia na minha longa e direta experiência da Igreja na China.

“Tenho uma experiência direta da escravidão e humilhação a que estão submetidos nossos irmãos bispos. De acordo com a informação recente, não há razão para mudar essa visão pessimista.

O governo comunista está produzindo novas e mais estritas regulações que restringem a liberdade religiosa. A partir de 1º de fevereiro de 2018, a reunião na missa da comunidade clandestina (fiel a Roma) não será mais tolerada.

“Há quem diz que todos os esforços para conseguir um acordo entre a China e a Santa Sé visam evitar um cisma eclesial. Isso é ridículo!

O cisma já está ali com a Igreja independente [N.T.: de Roma, mas escrava do Partido Comunista].

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Míssil de Kim Jong-un destrói cidade de seu próprio país

Imagem satelital mostra como ficou a cidade impactada pelo míssil desastrado
Imagem satelital mostra como ficou a cidade impactada pelo míssil desastrado
Luis Dufaur
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No início do ano, a revista especializada “The Diplomat” revelou que no dia 28 de abril de 2017, a Coreia do Norte lançou o míssil balístico de rango intermédio Hwasong-12 /KN17 desde a base aérea de Pukchang, na província Pyongan do Sul.

O engenho falhou logo depois da partida e caiu sobre a cidade norte-coreana de Tokchon (aproximadamente 237.000 habitantes), causando danos consideráveis a um complexo de prédios industriais e agrícolas.

A destruição foi fotografada por satélites do governo dos EUA e divulgada por uma agência oficial especializada no acompanhamento dos programas de armas de Coreia do Norte. As imagens da devastação foram colhidas nos meses de abril e maio de 2017.

Segundo a agência o foguete não superou os 70 quilômetros de altitude. Os motores da primeira etapa do míssil apresentaram defeito após um minuto de voo provocando “um desastre catastrófico”.

Pelas imagens se pode estabelecer que, tendo voado pouco e tendo consumido uma parte menor do combustível, a queda provocou uma grande explosão em Tokchon.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Semi-deus tiraniza um povo com tédio do comunismo

Xi Jinping, o Big Brother se perpetua
Xi Jinping, o Big Brother se perpetua
Luis Dufaur
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É a um só tempo ridículo e aterrorizador para os chineses: a doutrinação ideológica marxista foi intensificada sob “Xi Dada” – que significa “Papai Xi” –, segundo a reportagem do jornal “Le Figaro” de Paris.

Há dois anos, os 12.000 jovens desejosos de ingressar na Universidade de Tecnologia de Pequim deviam saber desenhar de cor o rosto do ditador.

Xi até escreveu um livro: O governo da China.

Como não poderia deixar de ser, foi todo um sucesso editorial! Traduzido em oito idiomas, vendeu mais de 20 milhões de exemplares.

O mais provável é que tenha sido distribuído gratuitamente, e pode bem ter acabado como as intérminas edições soviéticas do Capital de Marx, cujo papel era usado pelos russos não só pobres, mas miseráveis, para fins muito prosaicos.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

China se exibe ao Ocidente como um punho de ferro ordenativo, mas nivelador e feroz!

Xi Jinping 'o próximo imperador(The Economist, outubro 2017).  Entre as nomenklaturas comunistas e o alto capitalismo há curiosas consonâncias
Xi Jinping 'o próximo imperador(The Economist, outubro 2017).
Entre as nomenklaturas comunistas e o alto capitalismo há curiosas consonâncias
Luis Dufaur
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Encerrou-se em Pequim a teatralização quinquenal máxima do XIX Congresso do Partido Comunista Chinês. O telão do teatro já baixou.

Como de praxe, as políticas que regerão a China nos próximos anos e as verdadeiras decisões já haviam sido tomadas antes.

A peça, encenada por 2.300 figurantes ou “representantes do povo”, foi executada ao pé da letra. Um só erro poderia acarretar a execução do infeliz discordante do coro.

A mídia oficial e estrangeira encheu o Ocidente com especulações animadas por indiscrições e subtis vazamentos, habilmente passados pelo Partido Comunista.

E o mundo pode julgar-se informado do que aconteceu no cenário.

Mas não ficará por certo sabendo das elucubrações enigmáticas dos manipuladores dos figurinos que nele se movem.

Em qualquer caso, a peça foi encenada para passar palavras de ordem sobre o futuro andamento da China.

No XIX Congresso do PC chinês, Xi Jinping ingressou no Olimpo marxista dos semideuses.

Nos outdoors, estações de trem e paradas de ônibus, seu enigmático sorriso diz: “Agora Big Brother sou eu”.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Cardeal Zen Ze-kiun: “a Santa Sé está adotando uma estratégia errada”

Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Arcebispo emérito de Hong-Kong
Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Arcebispo emérito de Hong-Kong
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O Vaticano não pode deixar-se enganar pelos comunistas chineses


Catolicismo — A China está querendo aproximar-se do Vaticano para mostrar às nações ocidentais que ela é um país aberto?

Cardeal Zen — Durante essas negociações eles [os comunistas chineses] não estão demonstrando nenhuma cordialidade, não estão dando nenhum sinal de boa vontade.

Estão fazendo coisas incríveis. Portanto, não estão demonstrando abertura. Apenas mostram que querem controlar mais. Querem mostrar que são os chefes.

Por exemplo, aqueles bispos chineses ilegítimos, excomungados, os comunistas querem que o Vaticano os perdoe.

Mas eles estão fazendo coisas terríveis contra a disciplina da Igreja. São ilegítimos, são excomungados e ousam ordenar sacerdotes!

Isso aconteceu ainda muito recentemente. Incrível! Incrível!