Pesadelo chinês

O Test behind the Great Firewall of China, confirmou mais uma vez que nosso blog ESTÁ BLOQUEADO NA CHINA. A máquina repressiva impede o acesso em Pequim (confira); em Shangai (confira); e agora em Guangzhou (confira). Hong Kong é a exceção (confira). Enquanto Pequim não cobrar medidas coercitivas dos seus correligionários brasileiros ou da Teologia da Libertação, este blog continuará na linha católica anti-comunista, pelo bem do Brasil. MAIS

terça-feira, 18 de abril de 2017

EUA e China face a face com as ameaças da Coreia do Norte

Coreia do Norte intensificou ameaças de ataque nuclear aos EUA. Mísseis são feitos com partes ocidentais
Coreia do Norte intensificou ameaças de ataque nuclear aos EUA.
Mísseis são feitos com partes ocidentais passadas pela China
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Após insistentes provocações nucleares e missilísticas a Coreia do Norte parecia seguir achando que vivia na era de impunidade que a moleza de Barack Obama lhe tinha garantido.

O presidente Trump afirmou que uma frota liderada pelo porta-aviões USS Carl Vinson navegava a distância de fogo das paupérrimas, mas eriçadas bases militares nortecoreanas.

A informação atrapalhada foi corrigida pela Casa Branca: o porta-aviões passou perto da Península Coreana enquanto se dirigia ao Oceano Índico onde está em exercícios.

A Agência Central de Notícias de Pyongyang, tão mal informada quanto parece ter estado o presidente Trump, achou “insultante” a manobra escreveu o “Chicago Tribune”.

A presença de navios de guerra americanos nos mares da região é costumeira, mas o Secretário de Estado americano Rex Tillerson esclareceu: “Se alguém viola os acordos internacionais, não cumpre seus compromissos, e se transforma numa ameaça para os outros, a um momento dado alguma resposta lhe deve ser dada”, acrescentou o “Chicago Tribune”.

A China logo percebeu que as bravatas do ditador norte-coreano Kim-Jong-un e que seus foguetes contrafacionados e de pontaria não demonstrada de pouco servem. Então decidiu intervir sorrateiramente.

De fato, a China constitui o grande problema por trás do exibicionismo e a arrogância de Pyongyang.

Segundo o jornal chinês “The Epoch Times” editado em Nova Iorque, fontes da mídia sul-coreana falam que 150 mil médicos e pessoal de apoio do Exército da Libertação Popular (ELP) da China foram mobilizados ao longo do rio Yalu, que a separa da Coreia do Norte.

O presidente estadunidense Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping se encontraram na Flórida entre os dias 6 e 8 de abril. E foi num jantar que o chinês ficou sabendo que o americano tinha ordenado bombardear a Síria, escreveu “The Guardian”.
O recado foi claro. Xi Jinping saiu se dizendo satisfeito com as conversações e comprometido a conduzir a crise nuclear norte-coreana a uma conclusão pacífica.

Mas Xi percebeu logo o que pode acontecer na Coreia. Ele sabe que a China não tem sequer como enfrentar militarmente os EUA. Mas os imensos investimentos ocidentais em seu território são uma arma de chantagem de primeira magnitude.

O grupo de tarefas do USS Carl Vinson navega no Mar do Sul da China
O grupo de tarefas do USS Carl Vinson navega no Mar do Sul da China.
Bastou passar em direção ao Oceano Índico que a Coreia do Norte entrou em pânico.
Pyongyang esbravejou expressando confiança em seu “tremendo músculo militar com força nuclear” para se defender caso os EUA escolham uma opção militar.

A Coreia do Norte, ditadura comunista e um dos regimes mais repressivos do mundo tem graves dificuldades para alimentar basicamente a quem não é do Partido Comunista.

Embora sua infraestrutura industrial e tecnológica seja deplorável, já detonou pelo menos cinco bombas nucleares em subterrâneos e testou foguetes civis e militares que seriam capazes de atingir os EUA.

Num desses testes, a marinha da Coreia do Sul recuperou partes completas dos motores de um míssil que caiu no mar. As peças foram analisadas por especialistas internacionais, noticiou “The Washington Post”.

Esses constataram que muitas partes decisivas, incluindo software e peças vetadas à venda para a Coreia do Norte, haviam sido adquiridas no exterior usando empresas chinesas como intermediários.

O Unha-3 que pôs em órbita o satélite Kwangmyongsong-4 em 7 de fevereiro de 2016, foi o mais poderoso feito pelo regime de Kim Jong Un. Media mais de 30 metros de altura e era capaz de despejar engenhos nucleares em cidades remotas como Washington.

Nos restos do Unha-3 foi recuperado um vasto leque de partes eletrônicas fabricadas em países ocidentais e encaminhadas para a Coreia do Norte pela própria China.

A contrafação não impediu que explodisse logo após a ignição o foguete agendado para partir durante as espalhafatosas manifestações militares pelo aniversário do ditador Kim-Jong-un

A Coreia do Norte “é um regime imprevisível e agora tem capacidade nuclear”, disse o assessor de segurança nacional Tenente-General H.R. McMaster no Fox News Sunday.

“E o presidente Xi e o presidente Trump concordaram que isso é inaceitável, que o que deve acontecer é a denuclearização da Península Coreana”.

Em 10 de abril, o presidente Trump indicou numa mensagem de Twitter: “eu expliquei ao presidente da China que um acordo comercial com os EUA será muito melhor para eles se eles resolverem o problema da Coreia do Norte!”

O aniversário do ditador foi um paroxismo de exibicionismo e bravatas
O aniversário do ditador foi um paroxismo de exibicionismo e bravatas
E acrescentou: “a Coreia do Norte está à procura de problemas. Se a China decidir ajudar, isso seria ótimo, se não, resolveremos o problema sem eles!”

A Coreia do Norte com as costas esquentadas pela China não arreda e anuncia mais uma explosão nuclear em seu campo de testes nucleares subterrâneos de Punggye-ri, área montanhosa no nordeste do país.

Atividade inusual, inclusive um visita do jato privado do ditador, foi fotografada por satélite, segundo “The Washington Post”. 

Concomitantemente, os EUA lançaram sua mais potente bomba não-nuclear sobre um conjunto de túneis e covas do Estado Islâmico em Achin, província de Nangarhar, Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão.

Foi a primeira vez que os EUA usou em conflito a bomba GBU-43 MOAB (Massive Ordenance Air Blast) conhecida como a “mãe de todas as bombas” pelas suas 11 toneladas de explosivos.

Nos mesmos dias a imprensa americana revelou que na hora do presidente Trump comunicar o bombardeio da Síria ao presidente Xi Jinping, com quem jantava a sobremesa.

Trump também comentou, aliás pouco polidamente: “Acredito que faremos muita pressão sobre a Rússia para que garantir que teremos paz, porque francamente se a Rússia não tivesse apoiado esse animal (o ditador da Síria), agora nós não teríamos problema”, segundo o “The New York Times”.

Já aconteceu na Síria... O que pode acontecer na Coreia do Norte e no mundo?










terça-feira, 4 de abril de 2017

China: paiol de etnias e culturas que pode explodir a qualquer hora


Luis Dufaur
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Nunca ficou se sabendo o número de mortos, feridos e desaparecidos na  eclosão de violência racial na região de Xinjiang, na China Ocidental em 2009. Oficialmente houve 197 mortos e 1.700 feridos.

Já passou tempo demais e o véu de silêncio oficial encobriu tudo.

Naquela ocasião teria havido também por volta de 10.000 “desaparecidos” numa só noite, segundo informou AsiaNews.

Um “apagão” suspeito atingiu a Internet na capital Urumqi para impedir as informações de fontes independentes.

A energia voltou mas o  “apagão” das informações perdura até hoje.

E aquele não foi apenas um caso. É algo frequente no império da foice de do martelo.

Os conflitos entre uigures – etnia local de religião muçulmana – e hans – etnia majoritária na China ‒ são o fruto de uma desorganização social geral induzida pelo regime socialista.

A China é um imenso e riquíssimo mosaico de culturas e etnias, com centenas de dialetos locais, como mostrou o Pe Cervellera, diretor de AsiaNews.

Em cada uma das peças desse mosaico se encontra um grupo com uma história, arte e personalidade definidas pela História.

Essa riqueza de personalidade é um obstáculo para a massificação exigida pelo socialismo.

E o regime antinatural tem necessidade de fazê-la desaparecer.

Pequim muda populações de região e oprime os grupos locais juntamente com sua religião.

Foi o caso durante anos do Xinjiang, mas também de muitas outras regiões e grupos culturais e religiosos do imenso país.

É o caso dos católicos também.

No caso dos uigures a ditadura quer dissolvê-los estimulando grande migração de hans a Xingjang, com a falsa escusa de “combater o terrorismo islâmico”.

A China virou um paiol onde a toda hora aparecem faíscas.

O caso de Xinjiang foi uma delas.

O governo reprime qualquer fonte de informação imparcial.

Os locais uigures dizem terem sido vítimas de uma chacina promovida pelos hans, e vice-versa.

Mas se se perguntar quem é o beneficiado do mata-mata entre uns e outros, verificar-se-á que é a ditadura socialista empenhada em desfazer as identidades culturais de todos.

terça-feira, 28 de março de 2017

Prisões “invisíveis” em Pequim para quem protesta legalmente

Protestos em Jishou

Luis Dufaur
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As “prisões invisíveis” é o destino de quem quer se valer do direito de protestar legalmente em Pequim.

Os ingênuos vêm sobretudo do interior, apresentam suas queixas nos guichês estabelecidos e desaparecem “às escondidas”, segundo denunciaram grupos defensores dos direitos humanos.

Os “réus” acabam em “hotéis” que exercem as funções de cárcere.

Xu Zhiyong, professor de Direito na Universidade de Pequim, contou ter recebido um apelo de ajuda por parte de pessoas pressas em quartos do Youth Hotel na rua Taiping, perto do Parque Taoranting.

Guangzhou
Ele foi com outras pessoas até o hotel e encontrou por volta de 30 pessoas reclusas pelo mesmo “crime”: apresentar queixas ou petições de que o socialismo não gosta.

Wang Jinlan, de Pingdingshan, contou ao South China Morning Post que ficou prisioneira durante dois dias, até que ativistas pelos direitos humanos foram libertá-la.

E o Youth Hotel é apenas um dos hotéis famosos como “prisões invisíveis”.

As autoridades do interior não querem que os protestos cheguem até a Capital.

Isso lhes diminuiria o crédito dentro do Partido Comunista.

Então contratam policiais ou bandidos que sequestram e surram quem vai a Pequim a registrar uma queixa.

Xu ZhiyongO governo central, que tampouco quer saber de oposições, muito solidariamente comparte a estratégia.

Durante as Olimpíadas, milhares de queixosos foram direto para o cárcere, e muitos outros foram “repatriados” às suas províncias.

Até não muito os cidadãos que pretendiam exercer esse seu direito eram encerrados em “centros de custodia”, onde aguardando a “repatriação” padeciam ameaças e violências.

Em março de 2003 o jovem Sun Zhigang foi torturado até a morte num centro desses, em Guangzhou.

Estourou então uma revolta popular que obrigou o governo a fechar em tese esses “centros”.

Na prática foram substituídos pelas “prisões invisíveis”, que segundo Xu (foto) “são ainda piores porque são ilegais” e fogem a toda norma.

O professor Xu sofreu, ele próprio, surras por parte de “hoteleiros” e “bandidos” quando foi tentar algo em favor das vítimas.


terça-feira, 21 de março de 2017

400 milhões de pessoas foram impedidas de nascer na China


Luis Dufaur
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O controle forçado da natalidade na China ‒ que ficou mais conhecido como política do filho único ‒ impediu nascer quatrocentos milhões de seres humanos, havia calculado em declarações ao jornal italiano “Avvenire” o dissidente chinês Harry Wu, diretor da Laogai Foundation, exilado em Washington.

Calculando em termos materialistas, o regime detetou grave diminução da mão de obra e afrouxou a despótica pressão e admitiu a possibilidade de um segundo filho, com condicionamentos.

Mas, o sistema continua impedindo as nascenças que não se encaixam na programação estatal socialista.

E continua aplicando métodos coercitivos e brutais como aborto e esterilizações feitas com violência, como narrara Wu antes da suposta "humanização" da política populacional.

Nas zonas rurais é muito forte o desejo de ter uma família numerosa, mas essa aspiração não é tolerada. A mídia, toda oficial, não informa os abusos da policia.

Chen Guang­ Chen, um advogado cego que deu assistência legal às vítimas da campanha de esterilização forçada no condado de Linyi, em 2005, foi condenado por isso mesmo a quatro anos de cárcere.

Em 2011 conseguiu fugir à vigilância policial e se refugiar na embaixada dos EUA. Acabou obtendo vistos para ele, a mulher e dois filhos e agora ensina na Universidade Católica.

Estes crimes e violações dos direitos humanos são bem conhecidos no Ocidente, acrescentou Wu.

Porém, os simpatizante ocidentais da filosofia socialista de Pequim tentam “encobrir” o problema espalhando que abortos e esterilizações são voluntárias, o que é absolutamente falso, segundo o histórico testemunho de Wu.

Wu se mostrou surpreso pelo fato de o controle demográfico chinês não ter produzido reações nos EUA.

E, não só nos EUA. O caso evidencia os obscuros liames que ligam a filosofia anti-vida no mundo comunista e nos nossos países. Ainda hoje em pleno 2017.

terça-feira, 14 de março de 2017

No Natal, chineses deram de ombros ao comunismo
e se voltaram para o Menino Jesus

Natal na China em 2016.
Natal na China em 2016.
Luis Dufaur
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O comunismo chinês se debate num drama que o leva à implosão. Para impor seu marxismo ao mundo inteiro ele precisou recorrer a macrocapitalistas do mundo livre – pró-comunistas sorrateiros – que o ajudaram a desenvolver uma indústria imensa.

Explorando seus cidadãos como servos e usufruindo de cumplicidades econômicas, políticas e religiosas no Ocidente, o regime de Pequim invadiu os mercados mundiais e está destruindo as economias dos países que pensa escravizar.

Porém, a modernização introduzida em largos setores da China, país de dimensões e população continentais, favoreceu um afrouxamento do regime de miserabilismo e da repressão assassina dos tempos de Mao Tsé-Tung.

Muito ativo, criativo, poético e religioso, desafiando a perseguição policial, o povo chinês aproveitou as estreitas e perigosas frestas abertas no sistema. E começou a procurar tudo que é o contrário do regime de pesadelo que inferniza sua vida.

Neste blog temos tratado muito – e continuaremos tratando – da expansão do catolicismo, das dezenas de milhares de motins populares em todos os níveis contra o regime, da recuperação de costumes sociais visceralmente anti-igualitários, etc. e do cada vez mais estéril furor repressivo do comunismo que oprime o país.


Natal na China 2016. Até bispos amigos do socialismo como D. Joseph Li Shan, arcebispo de Pequim, respeitaram o Natal.
Natal na China 2016. Até bispos amigos do socialismo
como D. Joseph Li Shan, arcebispo de Pequim, respeitaram o Natal.
No Natal de 2016, os ditadores de Pequim amarguraram mais uma.

As ruas comerciais da China comunista ficaram cobertas de faixas de “Feliz Natal!”. É de se observar que o cristianismo – embora em franco crescimento – é bem minoritário no país, segundo reportagem de “Aleteia”.

Mas a ditadura entendeu para onde correm as tendências profundas da alma chinesa.

“É um sério desafio”, declarou a Academia Chinesa de Ciências Sociais. Para esse guardião da ortodoxia marxista, o crescente interesse dos chineses pelo Natal é “um novo avanço da cristianização”. E, obviamente, um perigo para o ateísmo de Estado.

As cores natalinas, as árvores e canções de Natal viam-se e ouviam-se por toda parte.

Em 2014, a Academia Chinesa de Ciências Sociais elaborou um livro para orientar a Inquisição marxista contra os “mais sérios desafios” que estão surgindo no país.

Ela citou explicitamente quatro:

– os ideais democráticos exportados pelas nações ocidentais
– a hegemonia cultural ocidental
– a disseminação da informação através da internet
– a infiltração religiosa.

Pouco depois, dez estudantes chineses de doutorado denunciaram em artigo o “frenesi do Natal” e apelaram ao povo chinês para rejeitá-lo.

Para os autores bajuladores do regime, a “febre do Natal” na China demonstra a “perda da primazia da alma cultural chinesa” e o colapso da “subjetividade cultural chinesa”. Leia-se a crise do comunismo e do paganismo.

Nesse trabalho pode-se aquilatar a dimensão do fenômeno:

“Festa da Sagrada Natividade” nas escolas

“O pior é que – escrevem eles – nos jardins de infância e nas escolas primárias e secundárias, os professores compartilham com as crianças a ‘festa da Sagrada Natividade’, montam ‘árvores do nascimento de Jesus’, distribuem ‘presentes pelo nascimento de Jesus’, fazem ‘cartões do nascimento de Jesus’ e, assim, imperceptivelmente, semeiam na alma das crianças uma cultura importada e uma religião estrangeira”.

Natal em Pequim 2016 Para a Academia Chinesa de Ciências Sociais o marxismo está ameaçado
Natal em Pequim 2016 Para a Academia Chinesa de Ciências Sociais o marxismo está ameaçado

“Ausência total de valores”

“A perda total de referência ética, a moralidade em decadência, a falta de sinceridade e um nível insuficiente de cultura [consequências do comunismo confessadas por esses seus arautos] leva os chineses a buscar um porto seguro para o seu corpo e para a sua alma; a perturbação mental causada pelo ‘desencantamento’ da modernidade, junto com a ausência total de valores, tem incentivado as pessoas a redescobrir o sentido da vida religiosa”.

A dilaceração interna da China entre a utopia igualitária socialista-comunista e o doce ideal de Cristandade só faz crescer.

O governo chinês e suas instituições reagem com violência e arbitrariedades para sufocar o cristianismo. Mas não o conseguem. Pelo contrário, só perdem simpatias e apoios na alma popular.

E o glorioso símbolo da Cruz enche os horizontes visuais desse imenso país, malgrado as sacrílegas destruições policiais.

O furor anticristão poderá desatar perseguições ainda mais atrozes do que as já vistas. Mas a China está se configurando cada vez mais como um dos países onde se verificará por excelência o triunfo do Imaculado de Maria profetizado por Nossa Senhora em Fátima.


terça-feira, 7 de março de 2017

China ameaça EUA, Japão, Taiwan e Filipinas com eventual guerra

Pequim voltou a ameaçar com seu míssil que seria capaz de atingir as bases dos EUA na Ásia
Pequim voltou a ameaçar com míssil que poderia atingir as bases dos EUA na Ásia.
Luis Dufaur
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O Exército vermelho da China (Exército de Libertação Popular – ELP) exibiu em vídeo um de seus mísseis de última geração, com o qual anuncia que pode atingir as bases dos EUA em Okinawa (Japão).

As imagens veiculadas pelo jornal oficial China Daily apresentam veículos lançadores com os mísseis Dongfeng DF-16.

É a terceira vez, desde setembro de 2015, que a China os mostra em público. Sua propaganda soa agora como mais um lance de guerra da informação em meio às tensões com os EUA e o Japão pela hegemonia no Mar do Sul da China.

Os DF-16 deveriam ser projéteis de alta precisão, com um alcance de mais de 1.000 quilômetros. Por isso poderiam ameaçar as instalações militares americanas no Japão, em Taiwan e nas Filipinas.

O lance de guerra fria foi a resposta ao novo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que acenou bloquear o acesso de Pequim às ilhas disputadas no Mar da China.

A imprensa oficial chinesa escreveu que se o presidente Donald Trump prosseguir com desafios, Pequim e Washington “terão que pensar em se preparar para um enfrentamento militar”, informou Clarín, de Buenos Aires.

O jornal Global Times, diretamente ligado ao Partido Comunista e famoso pelo seu exacerbado nacionalismo, também verberou o novo secretário de Estado americano Tillerson.

E lhe recomendou ironicamente que atualize suas estratégias nucleares, se não quiser experimentar a potência nuclear chinesa em território americano.

A invasão da ilha de Taiping, ou Itu Aba, no Mar do Sul da China, é fonte de tensão.
A invasão da ilha de Taiping, ou Itu Aba, no Mar do Sul da China, é fonte de tensão.

O fulcro local da disputa é a soberania de alguns arquipélagos, como os das ilhas Spratly ou das Paracel, que pertencem a outros países e nos quais a China continua instalando bases militares, em violação à lei internacional.

Para além das bravatas, Pequim explora o distanciamento crescente da nova administração de Washington de seus antigos aliados regionais.

Diante desse distanciamento, as Filipinas e o Vietnam já acenaram melhorar as relações com o gigante provocador local.

O jornal oficial China Daily agita o espectro do conflito termonuclear e de uma “devastadora confrontação entre a China e os EUA”.

A China também combinou com a Rússia uma série de acordos cujo conteúdo não foi revelado, mas sim o objetivo: contrarrestar o sistema antimísseis THAAD americano na Coreia do Sul, informou a agência estatal Xinhua.

Os radares do sistema THAAD varrem territórios da China e da Rússia. E os dois não têm tecnologia para reagir à altura.

Por isso a declaração conjunta russo-chinesa emitida em Moscou após reunião bilateral se limita a ameaças verbais.

O sistema THAAD foi anunciado pelos EUA e a Coreia do Sul após a série de testes com foguetes e ensaios nucleares por parte da Coreia do Norte.

Bombardeiro chinês H-6K sobre as ilhas e recifes que a China tenta se apropriar sem Direito.
Bombardeiro chinês H-6K sobre as ilhas e recifes que a China tenta se apropriar sem Direito.
As relações EUA-China parecem ter retornado à era que se dizia superada da Guerra Fria em que Pequim e Washington disputando a hegemonia no Extremo Oriente.

Mas desta vez, a China reaparece armada com a tecnologia e as fábricas que as potências ocidentais lhe forneceram. E estende uma mão insincera aos países da região apresentando os EUA como um aliado que não sustenta suas promessas.

Do lado oposto, já desde a administração Obama os EUA não estão exibindo a determinação de outrora se restringindo a declarações verbais desacompanhadas das medidas concretas proporcionadas.

Resultado: os países do Extremo Oriente, a Austrália e vizinhos inclusive, hesitam diante do canto de sereia maoista e a aparente incongruência nas posições de Washington.



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Espionagem chinesa grampeou
mais de 700 milhões de smartphones

Os smarphones enviavam dados sensíveis a uma central em Shangai.
Os smartphones enviavam dados pessoais a uma central em Shangai.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mais de 700 milhões de smartphones foram espionados pela China, sobretudo na América Latina, na Ásia e na própria China, alertou o jornal espanhol “El Mundo”.

Por sua vez, o “The New York Times” denunciou que uma empresa de software chinês estava combinada com fabricantes de smartphones para espionar e enviar SMS secretos para a China.

A responsável pelo software espião é a empresa Shanghai Adups Technology, pertencente ao governo chinês e que trabalha de acordo com empresas como ZTE, Huawei e Blu.

O gancho para atrair as vítimas foi oferecer modelos baratos e até bons demais para serem tão em conta: potência e durabilidade difíceis de acreditar.

A empresa norte-americana Kryptowire fez a descoberta em vários modelos da marca Blu, que enviavam dados dos contatos, histórico das chamadas e outras informações para um servidor em Xangai sem que os usuários soubessem.

O sistema operativo de fábrica já trazia a possibilidade de instalar aplicações de forma remota, enganando o proprietário.

Obviamente a empresa Blu declarou que não sabia nada dessas irregularidades.

E respondeu imediatamente ao “The New York Times”, que tinha atualizado o sistema operacional para identificar e eliminar qualquer software de espionagem.

Enquanto o usuário não desconfia o smartphone chinês viola sua segurança
Enquanto o usuário não desconfia o smartphone chinês viola sua segurança
A Blu acrescentou em seu site oficial que havia rompido todas as relações com a empresa do governo Adups e que melhorará a segurança de seus smartphones.

O grampo de centenas de milhões de telefones no Ocidente – e até na própria China – fornece uma impressionante capacidade de ciberataques, ou formas de “guerra híbrida”, para o momento que Pequim considerar oportuno.

E a China vem se mostrando muito agressiva em relação aos EUA nos últimos semestres, inclusive militarmente.

O governo chinês, que foi tão inescrupuloso no caso dos smartphones, não deixará de tentar novas vias para recuperar o “poder de fogo” para sua guerra da informação.

E ninguém disse que os smartphones chineses baratos foram os únicos “escravizados”...


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Uma central de drogas químicas
para avassalar o país e o mundo

21 membros do PC dominavam a droga. Foram substituídos por colegas do mesmo Partido
21 membros do PC dominavam a droga. Foram substituídos por colegas do mesmo Partido
Luis Dufaur
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A cidade de Boshe, situada na província costeira de Guangzhou, perto de Hong Kong tornou-se famosa pelos seus suntuosos templos com monstros míticos rebuscados, deuses e artísticas paisagens, telhados ornados com pequenas esculturas de dragões, e pavões em cores vivas.

As imagens continuavam a tradição pagã da China, que mistura arte e símbolos demoníacos. Os templos “foram construídos pelas famílias para homenagear os antepassados. É a única aldeia da região com tantos templos. O normal é um ou dois”, explicou um jovem ao jornalista de “El Mundo”.

Mas, na era comunista, Boshe adquiriu outra face. Os responsáveis pelo Partido Comunista Chinês (PCC), até seu chefe local, Cai Dongjia, transformaram a poética aldeia numa central de produção de drogas sintéticas.

A Nomenklatura maoísta construiu aparatosos palacetes de “novo rico”. As formas mais monstruosas do crime ligado à droga destruíram as relações sociais que o comunismo não tinha acabado de arrasar.

Enquanto a reduzida cúpula do partido comunista local ficou riquíssima, a massa do povo afundou numa miséria sempre maior, na sujeira, intoxicação e criminalidade.

O cartel socialista da droga impedia até que os taxistas das cidades mais próximos entrassem no novo inferno de Boshe, capital da metanfetamina da China.

Ninguém ousa falar, dizer seu nome ou se referir ao que acontece na cidade. Em 2013, Pequim enviou 3.000 policiais com helicópteros e lanchas rápidas, para desmantelar o enclave de produção de droga sintética.

Em casas luxuosas moram os chefoes comunistas da maior rede chinesa de drogas químicas.
Em casas luxuosas moram os chefões comunistas da maior rede chinesa de drogas químicas.
Foram destruídos 77 laboratórios clandestinos, confiscadas três toneladas de metanfetamina e 400 outras substâncias usadas para o seu preparo, além de 260 quilos de ketamina. 182 pessoas foram pressas e o “chefão” do PC acabou condenado à morte.

Vinte por cento dos 14.000 habitantes de Boshe, inclusive crianças, trabalhavam desmontando cápsulas farmacêuticas para usar seu conteúdo na elaboração das substâncias ilegais, recebendo salários de até 1.600 dólares, uma fortuna na China.

Na perquisição, a polícia encontrou sacos de dinheiro e barras de ouro nas casas dos narcotraficantes ligados ao Partido.

Um morador de nome Cai Hanlin contou que não se podia plantar nada, pois até a terra tinha ficado envenenada.

Boshe também era inconfundível pelo cheiro químico que envolvia a cidade e a cor repugnante dos esgotos abertos, aonde iam parar toneladas de dejetos químicos gerados pelo fabrico de substâncias da família da anfetamina.

O gado morria e seguiu morrendo até pelo menos 2015, devido à contaminação da água e da terra, contou Hanlin.

O novo chefe do PCC, Cai Longqiu, herdou o velho esquema, mas hoje deve dissimulá-lo detrás de uma máscara de combate às drogas.

Os estrangeiros não podem visitar a cidade e os jornalistas de “El Mundo” que entraram sem licença foram ameaçados pelas autoridades que “lutam contra a droga”.

A central está perto de Hong Kong para escoar a droga para o exterior.
A central está perto de Hong Kong para escoar a droga para o exterior.
Liu Yuejin, um dos delegados mais populares no país na luta contra esse flagelo, admitiu que há na China vermelha mais de 14 milhões de viciados em anfetaminas, que o sinistro negócio gera 8,2 bilhões de dólares e que são produzidas 400 toneladas de estupefacientes químicos.

Segundo o vice-diretor da Comissão Nacional de Controle de Narcóticos, o consumo das drogas de laboratório cresce 36% por ano e já superou o de heroína.

Boshe e aldeias vizinhas continuam sendo um dos epicentros produtivos. Ela está próxima de Hong-Kong, porta de escoamento da exportação.

Também está perto do eixo central da indústria farmacêutica e química, de onde os narcotraficantes recebem as matérias-primas básicas com a ajuda dos sócios do Partido Comunista.

“Tem que existir corrupção na indústria oficial para que isso seja possível”, denunciou Jeremy Douglas, um dos responsáveis da ONU para o tráfico ilegal de drogas.

Em termos de drogas químicas, os EUA consideram a China o equivalente ao que foi a Colômbia para a cocaína.

No século XIX, a China foi enfraquecida pelo consumo do ópio, estimulado por potências coloniais que queriam submeter o país.

Agora o Partido Comunista voltou a explorar a droga para submeter a população.

O “senhor Wang Bo”, vencedor de um premio nacional de Química em uma das universidades mais prestigiosas de Pequim, montou em 2014, em Huanggang, uma empresa dedicada à tecnologia biológica.

Intervenção policial e militar não mudou a produção acobertada pelo Partido Comunista.
Intervenção policial e militar não mudou a produção acobertada pelo Partido Comunista.
Na prática, fabricava um derivado da anfetamina, comercializada pela internet e pelos correios na Europa e nos EUA.

O caso de Wang se repete metodicamente. Zhang Lei é um dos exportadores mais procurados pelos EUA. Foi preso, mas a empresa prossegue suas atividades a partir de Xangai.

Segundo o jornal francês “Le Figaro”, a produção recomeçou e as autoridades não parecem querer parar o fenômeno.

O regime socialista precisa de droga e do narcotráfico em grande escala para arruinar a juventude, que está se revelando cada vez mais infensa à pregação socialista.

E necessita promover esse vício no Ocidente, para desfazer as fibras morais dos povos que ele sonha escravizar um dia sob o comunismo universal, de acordo com a utopia de Marx e Mao Tsé-Tung.

Boshe é apenas um elo dessa satânica máquina para destruir a humanidade.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

China: sacerdotes, freiras e fiéis lutam com coragem
para recuperar propriedades da Igreja

Religiosas corajosas pedem devolução dos bens da Igreja em Anyang
Religiosas corajosas pedem devolução dos bens da Igreja em Anyang
Luis Dufaur
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No distrito de Hexi (Tianjin), onde a Igreja Católica teve grande número de propriedades confiscadas pela reforma agrária e pela Revolução Cultural, sacerdotes, freiras e fiéis tentaram uma manifestação pela devolução de um desses bens, aliás muito simbólico, informou Infocatólica.

O ato começou diante da sede do governo comunista do distrito, mas os católicos foram imediatamente presos pela polícia, tendo algumas freiras sido espancadas.

A diocese de Anyang, dona das propriedades, sofreu muito com a reforma agrária. Esta resultou em estrondoso fracasso, ficando a China obrigada a importar imensa quantidade de alimentos para a população.

O país socializado enfrenta agora graves crises sociais, econômicas e financeiras. Por isso, o governo central abriu uma fímbria de oportunidade para que os legítimos donos recuperem suas propriedades, desde que as utilizem para fins sociais.

O critério não faz justiça inteira aos herdeiros das terras e de prédios confiscados, porém deveria aplicar-se de cheio à Igreja Católica, que visa usar as propriedades com finalidades caritativas ou apostólicas eminentemente sociais.

O socialismo foi obrigado a reconhecer que a diocese de Anyang é a legítima proprietária do prédio ocupado pelo governo local.

Mas face à Igreja verdadeira, o comunismo não respeita sequer suas próprias leis, e não restituiu o prédio.

Além do mais, anunciou que tenciona demoli-lo para vender o terreno. O prédio fica no centro da cidade e é muito atrativo pecuniariamente.

A catedral de São José, em Tianjin, foi feita por missionários jesuítas franceses em 1917, e os católicos se mantém perseverantes malgrado as perseguições comunistas
A catedral de São José, em Tianjin, foi feita por missionários jesuítas franceses em 1917,
e os católicos se mantém perseverantes malgrado as perseguições comunistas
Para os fiéis, este é um sinal de que a política religiosa declarada pelo Comitê Central do Partido Comunista não é de fato posta em prática, pelo menos no que se refere ao catolicismo.

O Comitê Central do Partido diz que defende o Estado de Direito e protege os direitos de acordo com a lei. Por isso, muitos ingênuos acharam que a devolução aconteceria sem problema algum.

Hélas! Se há alguém que o comunismo obedece, é ao pai da mentira. Mas os católicos avançam sem temor!

O Centro de Estudos Espírito Santo, de Hong-Kong, calculou que o valor das propriedades da Igreja sequestradas pelo comunismo gira em torno de 130 bilhões de yuans (aproximadamente 17 bilhões de euros).

A luta pela restituição da posse das legítimas propriedades da Igreja evidencia o dinamismo e a coragem do Catolicismo, que ressurge, desafiando a ditadura marxista chinesa, suas arbitrariedades e seus crimes.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Chineses adotam “distinto senhor” e “madame”
e abandonam o vulgar e igualitário “camarada”

Aluna do ciclo primário faz saudação quotidiana à sua professora. Antigos costumes voltam e restabelecem a hierarquia e a ordem
Aluna do ciclo primário faz saudação quotidiana à sua professora.
Antigos costumes voltam e restabelecem a hierarquia e a ordem
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Uma das práticas mais simbólicas do comunismo chinês está desaparecendo por via de fato. Não é a primeira que morre, mas é uma das mais sensíveis para a metafísica igualitária socialista.

Falando para os 90 milhões de membros do Partido Comunista Chinês, o presidente Xi Jinping enviou uma única e fundamental mensagem:

“Não me chamem de presidente, não me chamem de secretário do partido. Chamem-me “camarada” (“tongzhi” em chinês).

O igualitário tratamento de “camarada” foi obrigatório e universal na China marxista, escreveu o “The New York Times”.

Porém, hoje o tratamento de “tongzhi” ganhou conotações sexuais e afetivas exclusivas do relacionamento entre o público LGBT, explicou o jornal nova-iorquino.

Por isso, o Centro de Pequim para LGBT se autodenomina Beijing Tongzhi Zhongxin, ou Centro Camarada de Pequim.

Mas, o povo chinês não quer saber de todo esse igualitarismo e na vida prática abandonou o nivelador tratamento.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Crescimento do catolicismo promete uma
restauração futura do esplendor cultural chinês

Vaso chinês

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Nem tudo na China é pesadelo.

Há, até num sentido radicalmente oposto, indícios que apontam para uma China inteiramente diferente: um país de sonhos.

Há a cultura milenar chinesa com suas belezas e maravilhas artísticas sem nome.

Seus marfins, suas pagodes de uma fantasia empolgante, suas porcelanas requintadíssimas, suas pinturas sobre seda, suas lacas, enfim, um universo de requinte e sublimidade que testemunha uma cultura e uma civilização superiores à de muitos e muitos povos.

Entretanto, esse universo de inteligência sutil e sublimidade refinada teve um conteúdo intrinsecamente pagão. E o paganismo o secou.

Foi contra esse mundo maravilhoso, mas seco e carunchado, que se levantou a facinorosa empresa marxista maoísta.

E aquele mundo de fábula ruiu sem forças face ao crime organizado socialista.

A Revolução Cultural de Mao Zedong tudo fez para lhe dar um golpe mortal definitivo.

Entretanto, há ainda sinais de vida pujantes no povo chinês.

E uma das mais dinâmicas vem do catolicismo perseguido no país.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tétrica coleta forçada de órgãos humanos na China

Protesto contra a extração forçada de órgãos de dissidentes religiosos
Protesto contra a extração forçada de órgãos de dissidentes religiosos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O “The New York Post” e a CNN apresentaram relatórios da “sombria colheita órgãos humanos na China”, citados por “Clarin”.

Segundo eles, a China praticaria anualmente entre 60 mil e 100 mil transplantes de órgãos, enquanto o governo diz que faz só 10 mil! Ninguém ao certo sabe o número exato, pois muitos acontecem em sigilo despedaçando presos nos cárceres.

A CNN cita relatório feito pelo ex-legislador canadense David Kilgour, o advogado de direitos humanos David Matas e o jornalista Ethan Gutmann.

O trabalho revela a gigantesca discrepância entre os números oficiais e os dos hospitais chineses. A investigação aponta um conluio entre o governo chinês, o Partido Comunista e o sistema de saúde, incluindo médicos e hospitais.

“O PC diz que o número legal de transplantes é de 10 mil por ano. Mas olhando para dois ou três dos maiores hospitais essa cifra fica superada muito facilmente”, escreve David Matas.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

China lança porta-aviões reciclado
e acirra tensões nos mares do Oriente

Pintadinho e modernizado o porta-aviões chinês Liaoning veio para criar tensão nos Mares da China e do Japão
Pintadinho e modernizado o porta-aviões chinês Liaoning
veio para criar tensão nos Mares da China e do Japão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Um novo navio chinês, o porta-aviões Liaoning CV-16, entrou cinematograficamente em atividade. O golpe tem mais de propaganda do que importância real.

Mas é revelador da mentalidade expansionista militar de Pequim.

Com efeito, uma boa pintura e arrumação mascara o monstrengo.

O navio foi encomendado pela extinta URSS. Embora inconcluso, em 1988 já se chamava Riga. Depois, foi rebatizado Varyag e, em 1990, com o fim da União Soviética, foi abandonado na linha de montagem quando faltava por volta de 32%, para ficar pronto, segundo o jornalista especializado Roberto Godoy, de “O Estado de S. Paulo”.

A carcaça ficou enferrujando e foi aproveitada pela Ucrânia como hotel de emergência. Mas nem para isso serviu muito.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Avançar por cima do território dos vizinhos, custe o que custar

Fevereiro 2016: soldados chineses nas ilhas Spratly (Nansha para a China) . A placa diz: "Nansha é nossa terra nacional, sagrada e inviolável".
Fevereiro 2016: soldados chineses nas ilhas Spratly (Nansha para a China) .
A placa diz: "Nansha é nossa terra nacional, sagrada e inviolável".
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Sobre o acesso ao porto de Tanmen a foto do ditador comunista chinês Xi Jinping domina como a do Big Brohter da novela “1984” de Georges Orwell.

Ele serra a mão de um grupo de pescadores num cartaz em que pode se ler palavras do chefe marxista: “as ilhas Nansha [a denominação chinesa para as ilhas Spratly arrancadas dos países vizinhos] fazem parte da China desde tempos imemoriais. O Exército de vanguarda protegeu habilmente nossos direitos marítimos”, segundo extensa reportagem do jornal espanhol “El Mundo”.

Os supostos “direitos marítimos” da China foram declarados inexistentes pela Corte Permanente de Arbitragem (CPA), sediada em Haia, mas a China desconheceu acintosamente a decisão.

Confira: China não acata julgamento desfavorável de Haia sobre o Mar da China e SPRATLY

A pequena população local estimada em 31.000 habitantes depende da pesca, e a viagem do ditador de Pequim confirmou a importância estratégica bélica para o controle do imenso tráfico comercial  no Mar do Sul da China.